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Home | Serviços | Quem somos | Newsletter | Contato | 9/3/2010 - 14:09:24 |
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Eventos
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Certo dia, em uma conferência sobre marketing esportivo, ouvi a seguinte frase: “Um time que não tem estádio é um time que não tem futuro.” Pode até ser verdade, mas hoje em dia existem clubes que aproveitam tão pouco deste tipo de patrimônio, que se comportam como se não tivessem estádio algum. Um estádio não é apenas um local onde dois times se encontram perante suas torcidas para decidirem quem será o vencedor e quem será o perdedor. O estádio é uma arena onde as massas se encontram para extravasar sentimentos. Ao sentar na arquibancada, o torcedor passa a agir de forma muito mais emocional. Ele grita, chora, declama seu amor e seu ódio. Já tornou-se clássica a imagem do torcedor roendo as unhas ao lado do alambrado. E é nesse momento onde os sentimentos imperam, que ele está mais permissivo a publicidades e promoções. Os clubes europeus já perceberam esta oportunidade e hoje faturam alto vendendo produtos dentro dos estádios. Lá eles sabem se aproveitar da motivação e da aglomeração dos torcedores para aumentar seu faturamento. Boa parte de sua renda é proveniente de vendas durante os jogos, que são tratados como verdadeiros eventos. Alguns chegam até a cobrar para que o patrocinador coloque o nome no estádio por algum tempo. Dois exemplos famosos são o Allianz Arena (Munique) e o Kyocera Arena (Paraná). Eles transformam os estádios em verdadeiras caixas registradoras. Mas este tipo de patrocínio pode não ser viável na maioria dos clubes brasileiros. Aqui, os estádios levam os nomes de fundadores do clube e de personalidades proeminentes na sua história. Mudar esse nome tradicional para uma marca comercial pode ofender diretores e torcedores do clube. ·         Mas, se não podemos simplesmente copiar tudo o que é de fora, podemos adaptar. Ao invés de ceder o nome do estádio, os clubes poderiam dar nomes de patrocinadores aos setores das arquibancadas e numeradas. Ao invés de ter um “setor amarelo” o estádio pode ter um “setor LG”, ou um “setor Habib´s”. Od estádio tem que ser planejados para que sejam fonte de renda relevante para os clubes. Eis aqui mais algumas idéias que poderiam ser implementadas: ·         Terceirizar para uma ou mais empresas, a venda de alimentos e bebidas de qualidade (nada de refrigerante quente, sorvete derretido e cachorro quente sem molho). Boa qualidade é imprescindível, mesmo que para isso seja necessário um preço um pouco mais alto. ·         Os clássicos terem um ingresso diferenciado, que sirva de recordação daquele evento. ·         Oferecer produtos licenciados de pequeno valor da mesma forma com que se vende alimentos e bebidas. ·         Criar uma classe vip de ingressos, que dão direitos que são verdadeiras mordomias! Segurança, transporte até o estádio, posição privilegiada para assistir, alimentação de qualidade, TV que mostre o jogo com seus detalhes e gols de outras partidas simultâneas além de publicidade dos patrocinadores, poltronas confortáveis, etc. Obviamente, tudo isso tem um custo que se reflete no preço do ingresso. É necessário criar uma cultura entre os torcedores que valorize a casa do clube. O torcedor tem que se orgulhar do estádio como se ele fosse a sua casa. Georgios Markakis é palestrante, escritor e diretor da empresa ETIMOS Marketing e Comunicação, uma empresa dedicada a fortalecer marcas e potencializar as receitas de clubes, federaçõs e outras entidades esportivas. georgios@etimos.com.br www.etimos.com.br
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